sexta-feira, 16 de julho de 2010

Uns momentitos...

....de paz e esperança enquanto desço as escadas e percepciono a minha barriga a "empinar". No fim de 3 gravidezes, apesar de 2 terem sido interrompidas no início, a barriga cede num instantinho. Claro que só pareço gorda. Mas eu sei o que se passa!
Depois volta aquela costumeira sensação de enjôo, vertigem, fome e azia. Assim, sem grandes motivos. Só porque sim e sem ordem pré-definida.
Próxima eco: 6 de Agosto...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Suspensa ou finalizada?

A minha relação com o pai deste bebé está no limite. Não conseguimos falar. Não há cedências. Não há diálogo. só discussões, insultos e radicalização de posições.
Hoje de manhã fez o meu filho mais velho chorar por causa de uma garrafa de plástico vazia que caiu ao chão.
Só come rebentos, como se fosse um coelho. Leva comida de casa, parece que pertence a uma seita. Está hipermagro.
Eu já não aguento mais. Estou cansada destes delírios.
Preciso encontrar um espaço de descanso e família. Paz.
Hoje o meu filho disse-me: "Mãe, trouxeste o diabo para dentro de casa". É um exagero mas não tenho mais forças ou motivação para o defender.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Interior

É uma viagem longa, solitária, interior. Estranha e deliberadamente interior e isso não deixa de ser intrigante.


Estão não é um projecto de casal? Será? Talvez seja. Mas é tão frágil, tão preciosa e única esta gravidez que sinto uma necessidade infinita de a proteger. Creio que estou a ser radical pela primeira vez na minha vida - não consigo aceitar discussões, protejo-me, escondo-me e, confesso, esta atitude é difícil.


Tenho medo, um medo infinito. Tenho esperança, um infinito um pouco maior. É andar na corda bamba e nada, mas nada nos deve perturbar.


Sinto-me melhor agora que o meu filho mais velho voltou. O amor dos filhos é um reduto. O amor que sentimos pelos filho um bálsamo.


E coisas práticas? A barriga incha, os enjoos estabelecem-se numa rotina matinal de vómitos e enjoos simples durante a tarde. Na verdade, nada de mais.


Difícil é a espera, as dúvidas e o medo. Já vos tinha falado no medo?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

6S+/-2D

Ou, para menos entendidos, 6 semanas, aproximadamente. O tempo é como eu suspeitava mas a boa, boa novidade é que o coração deste bebezinho minúsculo já bate, já se vê um pouco de circulação e tanto quanto conseguimos ver está tudo a correr bem.
Transcrevo aqui a mensagem de uma amiga:

"Que bênção de Deus! que o amor vos acompanhe a todos sempre."
É só isto e é tudo isto.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Suave

Esta gravidez é diferente, suave.

Não é assintomática, nada disso.

Mas este bebé e eu partilhamos hamoniosamente o mesmo corpo, com uma certa delicadeza de modos, uma dança de amor.

É certo que ainda agora começamos, mas quando estava do mesmo tempo em Março estava um fanico, enjoada, cansada e doente.

Obrigada, meu Deus, por esta benção.

E agora viajamos suavemente para o fds.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mas que se passa comigo?

Não consigo falar com o pai deste bebé.
Em parte porque está sempre a repetir as mesmas coisas e eu já não quero ouvi-las outra vez.
Em parte porque são coisas que me irritam e vão contra os meus princípios de vida. Porque não compreendo muito bem o que diz ou o que quer dizer e tenho dificuldade em avaliar como estas loucuras que alimenta na sua cabeça me vão prejudicar e aos meus filhos.
Mas há mais qualquer coisa. Há uma zanga imensa que já senti quando estive grávida em Março. Acho que vem do facto de me sentir sozinha. Sozinha. O desiquilibrio emocional do P. invade tudo e eu fico sem espaço. O meu medo não interessa porque já é repetido. O meu trabalho não interessa porque "o que é isso ao pé da vida de uma criança?".
Então, recolhi-me. Só quero ficar sentada a ver televisão. Sozinha. Quando ele se aproxima sinto-me ameaçada, porque já sei o que vem a seguir:
- Posso ver o que está a dar nos outros canais?
- Ok.
(....) zapping (....) RTP Africa
Acabou o meu descanso. Levanto-me. Fico deitada sozinha no escuro. O P. vem de novo....
Eu preciso de apoio e amor. Se não há disso, então, pelo menos, deixa-me sozinha. A ver televisão e a esquecer...

quarta-feira, 7 de julho de 2010