Esta viagem que é a vida prossegue sempre.... diz-se que o caminho faz o viajante.....
terça-feira, 24 de agosto de 2010
12 semanas - Factos e mitos
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Amniocentese, rastreio pré-natal e outras dúvidas
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Interior
sexta-feira, 2 de julho de 2010
1ª ECO
Por favor, meu Deus, fazei com que o coração já bata!
Eu acho que é um pouco cedo, mesmo em cima das 6 semanas, mas foi assim que a médica marcou.
Para já ando a tomar ácido fólico. E rezo. Como regularmente. E não posso fazer muito mais....
Porque não dormes, mamã?
Mas agora desde que sei ando inquieta. Com medo. Agitada. E não posso tomar os meus amados comprimidos para me ajudar a dormir.
Resultado: leio, respiro, medito até adormecer lá pelas 2h da manhã. E acordo às 7h. Resultam 5h de sono interrompidas a meio para ir à casa de banho.
Mas sinto-me bem.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
O medo
O peito estará tão inchado hoje como ontem? Agora como há bocado?
Revisito as gravidezes anteriores. A do meu filho mais velho, que correu bem. A da Teresinha que correu mal.
Comparo. Comparo. E ainda dizem que todas as gravidezes são diferentes!
É como se fossem o meu único guia.
Obectivamente, sinto-me bem. Um pouco mais sensível a quando passo mais tempo sem comer. Uns enjôos leves e por vezes repentinos.
Mas não me sinto doente, como aconteceu já este ano com a Teresinha.
Será desta?
O teu pai
Bem sei que poderás ser um menino mas a minha intuição vai sempre para o feminino. Neste momento isso também não importa quase nada. Depois veremos.
Acho que esta ligação ao feminino vem do teu pai. Estranho, não? Estranho como somos o encaixe um do outro. Como nos atraimos por isso e como nos chocamos também.
O teu pai é sensível ao que não se vê mas se percepciona, atento aos pormenores, delicado e um pouco frágil como se andasse em carne viva pelo mundo.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A viagem começa
De tanto esperar já quase perdi a esperança, a candura, a inocência. Depois de ter nascido o teu irmão, no longínquo ano 2000, já fiz dezenas de testes de gravidez.
3 deram positivo.
O primeiro, em 2002, resultou numa gravidez ectópica (fora de casa). Depois passaram 8 anos, 5 dos quais a enfrentar todos os meses a infertilidade.
O segundo, em Março deste ano, resultou numa "gravidez não evolutiva", num aborto, num pesadelo.
Tenho 38 anos. O teste que fiz hoje deu positivo. Se as minhas contas derem certas, o bebé nascerá em Março. Se Deus quiser, se correr tudo bem.
Sinto-me estranha, a pairar na irrealidade, ou na realidade. Decidimos desta vez não contar a ninguém para já. Festejar entre os dois.
Mas preciso reflectir e também preparar-me para o que aí vem: a minha vida a mudar, a mudar, a mudar.
Então vou fazer neste blogue o diário desta viagem, que faremos juntinhos, o mais juntinhos que dois seres humanos podem estar.
Serei honesta, mesmo que doa. Serei incoerente. Serei eu a coberto do anonimato.
Se vieres mudar a minha vida, meu amor, um dia partilharei contigo estas memórias.