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terça-feira, 24 de agosto de 2010

12 semanas - Factos e mitos

Chegar às 12 semanas de gravidez é um marco. Um acontecimento esperado, quiçá desesperado, ansiosamente por mim própria e pelas pessoas que me rodeiam.


Às 12 semanas a probabilidade de aborto, retido ou não, já se reduziu drasticamente. No meu coração há muita esperança de que na 5ª feira vou ver uma menina linda e mexida dentro da minha barriga. É uma esperança que cresce a cada dia junto com a dita barriga.


Às 12 semanas, espera-se que as osciações hormonais estejam menos fortes e que a mãe recupere algum/um pouco/o equilibrio emocional.


Às 12 semanas, espera-se que o cansaço crónico, estranho e anómalo se reduza e a mãe volte a ser uma pessoa com energia e vontade.


E ainda se espera que terminem os vómitos (matinais ou não) e os enjoos a qualquer hora, o que no caso do meu primeiro filho só aconteceu no dia em que ele nasceu e nesta gravidez ainda não aconteceu.


Estes são os mitos.


E a realidade? Há uma melhoria ténue (ontem fiz o jantar) mas ainda não aconteceu o milagre tão esperado....

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Amniocentese, rastreio pré-natal e outras dúvidas

Esta gravidez prossegue tranquilita, com enjoos, azia, arrotos e por vezes cansaço. Mas até agora sem dramas....
Ontem fui a uma consulta de acompanhamento e sai de lá mais tranquila, aquela médica cria uma boa empatia com as pacientes. Eu sai de lá e sentir-me acompanhada e especial. E como eu preciso disso!
Foi com esta energia amorosa que consegui ouvir os delírios do P. com calma, jantar om ele e ir acalmando-o com festas, massagens e paciência. Sim, é esta a minha vida, uns dias bons outros mais ou menos, por vezes, às vezes o P. é solícito e amigo.
No resto do tempo mergulha na sua neurinha de estimação e inventa problemas para se entreter. Ele preocupa-me, quase como outro filho.
Como estou com 10 semanas de gravidez e 38 anos, o tema agora é a amniocentese. Fazê-la? E o que fazer com ela? Não consigo conceber-me a interromper esta gravidez, matando este bebé tão desejado....por nada no mundo.
Que fazer, então? Para já, o ratreio com análises e ecografia. E rezar para os resultados serem MARAVILHOSOS!
Se estiver alguém a ler-me desse lado com as mesmas dúvidas, este site do "Laboratório da Grávida" está muito simples e esclarecedor: http://www.olaboratoriodagravida.com/

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Interior

É uma viagem longa, solitária, interior. Estranha e deliberadamente interior e isso não deixa de ser intrigante.


Estão não é um projecto de casal? Será? Talvez seja. Mas é tão frágil, tão preciosa e única esta gravidez que sinto uma necessidade infinita de a proteger. Creio que estou a ser radical pela primeira vez na minha vida - não consigo aceitar discussões, protejo-me, escondo-me e, confesso, esta atitude é difícil.


Tenho medo, um medo infinito. Tenho esperança, um infinito um pouco maior. É andar na corda bamba e nada, mas nada nos deve perturbar.


Sinto-me melhor agora que o meu filho mais velho voltou. O amor dos filhos é um reduto. O amor que sentimos pelos filho um bálsamo.


E coisas práticas? A barriga incha, os enjoos estabelecem-se numa rotina matinal de vómitos e enjoos simples durante a tarde. Na verdade, nada de mais.


Difícil é a espera, as dúvidas e o medo. Já vos tinha falado no medo?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

1ª ECO

No dia 12 de Julho depois das 13h. Depois, primeira consulta.

Por favor, meu Deus, fazei com que o coração já bata!

Eu acho que é um pouco cedo, mesmo em cima das 6 semanas, mas foi assim que a médica marcou.

Para já ando a tomar ácido fólico. E rezo. Como regularmente. E não posso fazer muito mais....

Porque não dormes, mamã?

Antes de saber que estava grávida comecei a sentir um cansaço saboroso à noite, uma vontade de dormir que eu aproveitava e me fazia muito bem.

Mas agora desde que sei ando inquieta. Com medo. Agitada. E não posso tomar os meus amados comprimidos para me ajudar a dormir.

Resultado: leio, respiro, medito até adormecer lá pelas 2h da manhã. E acordo às 7h. Resultam 5h de sono interrompidas a meio para ir à casa de banho.

Mas sinto-me bem.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O medo

Como um falcão vigio todos os sintomas. A falta de sintomas.

O peito estará tão inchado hoje como ontem? Agora como há bocado?

Revisito as gravidezes anteriores. A do meu filho mais velho, que correu bem. A da Teresinha que correu mal.

Comparo. Comparo. E ainda dizem que todas as gravidezes são diferentes!

É como se fossem o meu único guia.

Obectivamente, sinto-me bem. Um pouco mais sensível a quando passo mais tempo sem comer. Uns enjôos leves e por vezes repentinos.

Mas não me sinto doente, como aconteceu já este ano com a Teresinha.


Será desta?

O teu pai

Bom dia querida,

Bem sei que poderás ser um menino mas a minha intuição vai sempre para o feminino. Neste momento isso também não importa quase nada. Depois veremos.

Acho que esta ligação ao feminino vem do teu pai. Estranho, não? Estranho como somos o encaixe um do outro. Como nos atraimos por isso e como nos chocamos também.

O teu pai é sensível ao que não se vê mas se percepciona, atento aos pormenores, delicado e um pouco frágil como se andasse em carne viva pelo mundo.
Resumido, contido. Magro. Às vezes quase um fantasma nos movimentos.
Foi pescador e move-se sempre como se não quisesse assustar os peixes que por ali estejam.
Viveu mais com os peixes que com as pessoas e é um idealista teimoso. Acredita em trazer para a vida de todos os dias o que o apaixona. E é tenaz e forte nisso. Capaz de me levar à loucura em menos de 2 minutos.
E assim tudo no teu pai apela a uma filha mulher por quem se iria derreter, com aqulela suavidade que as mulheres às vezes aparentam.
Eu não sou assim. Sou aberta, ruidosa e um pouco desastrada. Era capaz de o salvar de qualquer perigo imaginário ou não, mas também de o embalar e de o afogar em beijos e carinhos que o fazem fugir a sete pés.
Eu cá, preferia um rapaz, mas isso fica entre nós...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A viagem começa

meu amor pequenino, minha querida ervilha, semente, gota d'água



Hoje tive a certeza de que estamos a começar a nossa viagem juntos, nesta terra e neste momento, porque se calhar já nos conhecemos, já dançamos a vida há que vidas. Que sabemos nós?

De tanto esperar já quase perdi a esperança, a candura, a inocência. Depois de ter nascido o teu irmão, no longínquo ano 2000, já fiz dezenas de testes de gravidez.

3 deram positivo.

O primeiro, em 2002, resultou numa gravidez ectópica (fora de casa). Depois passaram 8 anos, 5 dos quais a enfrentar todos os meses a infertilidade.

O segundo, em Março deste ano, resultou numa "gravidez não evolutiva", num aborto, num pesadelo.

Tenho 38 anos. O teste que fiz hoje deu positivo. Se as minhas contas derem certas, o bebé nascerá em Março. Se Deus quiser, se correr tudo bem.

Sinto-me estranha, a pairar na irrealidade, ou na realidade. Decidimos desta vez não contar a ninguém para já. Festejar entre os dois.

Mas preciso reflectir e também preparar-me para o que aí vem: a minha vida a mudar, a mudar, a mudar.

Então vou fazer neste blogue o diário desta viagem, que faremos juntinhos, o mais juntinhos que dois seres humanos podem estar.

Serei honesta, mesmo que doa. Serei incoerente. Serei eu a coberto do anonimato.

Se vieres mudar a minha vida, meu amor, um dia partilharei contigo estas memórias.