segunda-feira, 27 de abril de 2015

Tão verdade! : "Ser feliz agora é mais importante que ser feliz para sempre"!!!!

Vou ver se consigo ensinar isto à Sara, não as palavras, mas a verdade profunda. Vou ver se ela não anda por aí a viver infeliz cada dia à espera de ser "feliz para sempre", como nos livros e nos filmes.

Ver se ela se escapa, até vou ver se eu ainda vou a tempo de escapar-me!

"Ser feliz agora é mais importante que ser feliz para sempre"!!!! Ahhh pois é!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

a única certeza é que a vida abalará todas as tuas certezas

«a única certeza é que a vida abalará todas as tuas certezas.

a única certeza é que o dia nasce, a terra gira e o sol se põe.

a única certeza é que farás uma grande viagem, a viagem da tua vida, a viagem pela tua vida.

a única certeza é que terás dúvidas todos os dias, várias vezes ao dia, dias a fio, sobre muitas coisas,

eventualmente, com o passar do tempo, sobre todas as coisas.

a única certeza é o momento em que acreditas que é para sempre.

essa é a tua certeza, a certeza absoluta mais bonita e redonda do universo, perfeita.

as certezas são círculos que trazem no seu interior sentimentos, momentos, pessoas.

e chegam assim, límpidas, transparentes, como bolas de sabão.

não as tentes agarrar, guarda-as na retina do teu coração.

nunca mais em momento algum terás tanto a certeza de que estás certa. 

a única certeza é que quando tiveres a certeza, vais saber.» 

Já em 2011 Socrates estava "fugido"

https://www.youtube.com/watch?v=8fynmprL4gU

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Amor

Estou aqui onde estou mais tranquila, onde rio, aceito e sou aceite....estou no trabalho. Sou feliz nesta parcela da minha vida. Nem sempre foi assim. Arrisquei, fui a jogo, ganhei vida e amigos e alegria e até dinheiro.

E, enquanto gargalhava por ai, olhei bem nos olhos deles e percebi que queremos o mesmo. Sim, isso. Mas sobretudo que nos vejam, que nos aceitem, que nos amem....incondicionalemente.

Que nos amem pelo que somos, pela nossa coragem, pela nossa parcela de loucura, pelas feridas, pela fúria, pela centelha de genialidade. Sim, isso.

E, de repente, agorinha, compreendi que não há mal ser no trabalho. É bom haver um sítio onde não temos medo. Seja lá onde for.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

domingo, 12 de abril de 2015

E é isto

Domingo à tarde, aqui estou a fingir que trabalho na tese. Estou aqui e na verdade quase parece que não teria um lugar melhor para ir. Estou sozinha. O Diogo com o pai. A Sara com o pai. Chorou. Anda numa ansiedade - pergunta ao pai, pergunta-me: à noite estás cá? Vai ouvindo que sim.

Mas a mim parece-me que está quase a ouvir não. É uma chatice, a separação é uma chatice. Uma tristeza só, uma canseira.

Mas estou farta de viver sozinha e com P. ao mesmo tempo. Estou farta de "amigas" ("é normal uma pessoa ter amigos"), de evasivas, de massagens. Estou, sobretudo, farta de estar sozinha e ainda ouvir bocas - da hora que chego, do que comemos, da casa de banho que está ocupada.

E trato da roupa, e trato da loiça.

Não percebo onde falhei, não percebo como cheguei aqui, a este velho cliché da "mulher-empregada de limpeza", da "casa-hotel", onde sua excelência faz o que bem entende e eu não faço nada de jeito e ando para aqui sozinha. E ainda telefona a dizer que quer ser meu amigo - ora essa, podia ser meu amigo agora!

Ahhhh, mas isto vai mudar, isto agora só pode mesmo melhorar.

Escrever aqui é uma espécie de compromisso comigo. Um memo para não voltar atrás.