segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

weird stuff


Aconteceu-me uma coisa estranhíssima no Sábado, mas se calhar sou só eu que acho estranho.

Ora aqui vai:

Para aproveitar o solzinho resolvi levar a Sara (e o Diogo a reboque) ao parque. Chegados lá, caio na "armadilha do musgo", escorrego e magoei o joelho do costume que já está quase, quase a ir à faca. Até aqui tudo normal, chato, mas normal.

Mas o que me doeu à brava (ainda mais que o joelho) foi que das +/- 20 pessoas que estavam no parque infantil nenhuma perguntou se precisava de ajuda ou deu uma mão.

Nada, nadinha. Havia um homem a 2m….e foi o Diogo que tratou de mim e da irmã. Obrigada filhote!

Que se passa connosco afinal? Será que estamos profundamente doentes? É da crise ou é a crise?

Quando é que os seres humanos deixaram de ser irmãos?

E, de caminho, quando é que passaram a haver mais do dobro dos cães no parque do que crianças? Não é por nada, eu adoro cães e ainda vou ter um outra vez, mas nós somos gente, humanos.

GENTE, ouviram? PESSOAS! 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Uma luzinha

Se acendeu na minha vida.

Descobri um espaço no facebook onde podemos falar de nós, de tudo de nós como mulheres, como irmãs. Podemos ser anónimas ou não. Estou tão feliz.

Talvez afinal as coisas se componham, talvez afinal as minhas dores possam ser úteis, ter um sentido, servir para ajudar alguém a viver melhor e mais feliz. Se uma irmã se sentir mais acompanhada, então já fez mais sentido passar tudo o que passou.

Reconheço-vos, encontro-vos, saudo-vos e começo a confiar um pouco mais na natureza perfeita do universo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

sensualidade

o traço fino da caneta no papel,
o rasto da tua pele na minha
os corpos que se tocam na cama mas não avançam
sensualidade é promessa
o antes de tudo
o princípio, a antecipação
quando avançamos, preenche-se o vazio
aterramos vencidos
e esperamos de novo a fome.....

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Maria João Bastos

Trazia na mão uma revista com a Maria João Bastos. Linda, diáfana, sem uma ruga de preocupação no rosto. As pálpebras cuidadosamente maquilhadas.

E ela tão carregada, a cara cheia cheia de rugas e anos. Uma tristeza, uma preocupação e, contrastante, um cabelo cor-de-cenoura. Fiquei a cismar se seria o produto de uma cabeleireira descuidada ou verdadeiramente um desafio à vida. Prefiro pensar que sim, que para lá da tristeza há desafio.

E fiquei a meditar no tão pouco que sabemos uns dos outros. Eu, dela. E ela, da Maria João Bastos.

Fechei os olhos e quando os abri no lugar dela do metro estava agora uma velhinha sorridente com os lábios pintados de vermelho.

Infelizmente a minha viagem acabou.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Serei a tua mãe e não a minha

Sara,

Fizeste ontem 20 meses. Tens sido uma luz na nossa vida, uma companhia, uma alegria e uma fonte de amor.

O meu coração comove-se e transborda quando ponho a minha mão grande, velha e áspera a segurar a tua carinha linda a macia. Já te disse muitas vezes o quanto és linda e inteligente e sábia, mas di-lo-ei ainda muitas mais.

Sabes que não foi fácil gerar-te e trazer-te ao mundo. Mudaste-me profundamente e isso tem sido um processo dorido.

Mas agora, meu amor, começa a haver mais luz que sombra e sinto-me próxima de ti, sei que seremos boas amigas e companheiras de vida. Sei também que não somos obrigados a ser como os nossos pais. Serei a tua mãe e não a minha.

E isso é tudo o que poderei ser. E creio que bastará para nós.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quem já foi vítima de violência sabe....

Que nunca termina realmente. Que um telefonema pode mudar o teu dia de forma tão radical que te doem todos os músculos do corpo. Não interessa se passaram 6 anos. O teu corpo ainda se lembra.

Este é o meu mantra:

Não precisas ter medo.
Já estás segura.
Tens a tua casa.
Não precisas ter medo.
Não precisas lidar com ameaças ou insultos ou violência.
Simplesmente, termina a conversa.
Calmamente.
Não precisas ter medo.
Não precisas ter medo.

Orar também ajuda.

Reflexões matinais


Hoje acordei às 6h da manhã para estudar e nessa hora clara do dia surgiram-me dois pensamentos que me faz sentido partilhar.

Os pensamentos são um bocado disconexos mas, pronto, aqui ficam:

-Quando "despimos" o amor de todas as expetativas, julgamentos e pressupostos podemos simplesmente aceitá-lo e acolhê-lo como uma benção, que é. Creio que no nosso universo chamamos a esse sentimento amizade, que é o amor mais descomprometido e incondicional que conheço;

-Apenas Jesus Cristo nos amou incondicionalmente, apesar das nossas inúmeras falhas e defeitos - apenas Ele não desistiu de nós. Hoje senti isso de uma forma muito clara e evidente.