terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mudanças subtis

Pequeninas coisas que melhoram a minha qualidade de vida.
Comprar material para lavar os dentes no emprego.
Fazer do controlo alimentar um propósito e uma prioridade - comprar iogurtes, fruta e não me deixar ficar com fome para depois não comer um mundo e o outro.
Estabelecer laços com os meus colegas novos que têm sido uma grande melhoria na minha vida - conversar, almoçar.
Aprender coisas novas. Re-aprender coisas velhas.
Fazer massagem. Abrir um bocadinho mais o coração.
Fixe.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Devo aceitar

que há uma altura em que as vidas se separam, como duas estradas diferentes se afastam...
Se o meu coração fosse mais sábio, aceitaria a partida com a mesma alegria com que aceitou a chegada.
Cada partida é uma chegada, mas o meu coração é teimoso e está triste....

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Desarmonia

Sim, é isso que se passa em minha casa...tirando o sexo.

Acontece que eu fui educada num determinado padrão. A ser a mãe e dona de casa onde quer que estivesse. Nunca fui de me queixar de falta de ajuda. Sempre tive empregada, os avós ajudaram como puderam e eu fiz o resto - a organização das peças do puzzle, as compras, os telefonemas, a comida mais ou menos elaborada. Esse chinelo cabia bem no meu pé.

Mas isso era dantes, na outra casa, no outro casamento.

A coisa vem piorando desde que acabou a licença de parto e piorou ainda mais quando acabaram as 2 horas de amamentação. O Pedro continuou a trabalhar a meio tempo e vem ocupando todo o meu espaço natural de mãe e dona de casa.

É a definição de regras injustas e castigos ao Diogo que eu "engulo" mas não aceito.

É ter escolhido esta empregada pavorosa que me falta ao respeito, só faz o que quer e é incompetente. E manter com ela uma relação de amizade quando eu só quero despedi-la rápido. E combina dias de férias com ela sem sequer me perguntar, combina coisas com a mãe dele sem falar comigo.

É como se eu não existisse lá em casa. Por enquanto "faço as noites" com a Sara (o trabalho mais difícil e esgotante, claro) mas o resto do espaço está ocupado por sua ex.ª. E quando reclamo diz que sou uma "peixeira" e que se recusa a ouvir-me.

A minha reação é de afastamento. Fou fazendo os mínimos, mas passo pouco tempo com a minha filhota e parece que nada tenho a dizer quanto ao resto. O espaço está ocupado e não consigo recuperá-lo. E o pior é que sinto que a minha relação com os meus filhos está minada, ameaçada de morte.

Mas eu não consigo viver mais assim. A minha saúde ressente-se. A minha capacidade de trabalho reduz-se e não estou a conseguir aproveitar as oportunidades. Ando ansiosa, triste, voltei a fumar.

A separação parece a única solução. Rima, é verdade, é triste.

Não aprendi ainda a delimitar eficazmente o meu espaço, a defender os meus direitos sem briga e gritaria. Não sei fazer isso e viver sozinha parece o caminho.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O meu peso

È MEU. É um assunto pessoalíssimo e, lamentavelmente, intransmissível.
Mas parece importar a toda a gente.

É certo que com "a melhor das intenções" não há alma por aqui que não se rale como meu peso.

Hoje, no formulário da RM deixei em branco o quadradinho respetivo e vem uma menina amorosa explicar-me que para calibrar a máquina tinha que saber o meu peso - portanto, a menina, a máquina, o sr. Dr, todos precisam de saber quanto peso.

E logo à saída, o sr. dr. veio explicar-me (pela 50ª vez) que os problemas do joelho podem vir, são agravados, etc e tal, imaginem!, pelo dito peso que é meu e que eu transporto há uns bons 20 anos (+/-5Kgs).

Se eu pudesse mudar alguma coisa em mim, acreditem, mudava o peso.

Mas sem uma dietazinha, logo seguida da "alteração dos hábitos alimentares", acompanhada de um "exercíciozinho". É que eu já faço isso para não aumentar de peso.
E eu gosto de comer.

E parece-me uma batalha perdida querer agora perder 10-15kg e perdê-los e mantê-los ao largo sem fazer disso a 1ª coisa da minha vida. Agora que eu aceitei o meu peso, podem aceitá-lo também.

E eu tenho (ou tinha) uma boa saúde.

Mas lá me querem enfiar na "formatura" e o joelho é o argumento perfeito para a coisa.

Vale-me o Pedro, que embora conheça o dito peso, diz que me acha linda, sedutora e sensual já faz quase 6 anos.

AHHHH, pois é!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Entender

Eu queria apenas entender as pessoas que me rodeiam.

Assim, de repente, o meu  "companheiro", a minha mãe, o meu ex-marido é tudo gente que a minha compreensão não abarca. Não os entendo, eles não me entendem e parece que a única saída é....sair. Já o fiz, penso que o farei de novo. Não dá. Não estudei esta matéria das relações com pessoas que veêm o mundo tão diferente de mim que parece que viemos de universos distantes. Ainda não encontrei manuais....

Em tempos li "A leste do paraíso" de Steinbeck (lembram-se do filme com James Dean?), um livro que me impressionou muito. Dele retenho duas reflexões:
- Os "monstros" são apenas pessoas cujas motivações intimas são tão diversas das nossas que tornam as suas ações incompreensíveis; e
- Quando uma tragédia nos "passa a ferro" o "remédio" é fingir que continuamos a viver, por muito que nos custe fazê-lo. Um dia, outro dia, levantar, comer, trabalhar, deitar de novo. Devagar, muito muito devagar pode ser que a vida volte a fazer sentido....Já me aconteceu e resulta mais ou menos.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Biodanza

?Bio quê?
A biodanza ou a dança da vida tem sido um dos vetores modificadores, renovadores e "melhoradores" da minha vida. Na passagem do ano de 2007 dancei shiva, o deus da mudança e desde aí não tenho parado de mudar. É certo que nos últimos 2 anos tenho andado afastada, recolhida, a gerar e nutrir a minha pequena Sarita.
São fases da vida, disseram-me ontem depois da aula, sem crítica, o olhar caloroso.
Biodanza é isso - o lugar onde podes voltar, sem muitas questões e ser quem és.
No início há dúvidas, timidez, desconfiança. Mas quando a roda se desenrola, algo primordial e instintivo desenrola-se também dentro de mim.
Toda a vida é relação e a bio é um caminho diferente para essa relação connosco e com os outros.
Hoje o meu coração está mais aberto e estou mais feliz e disponível, apesar das poucas horas de sono e do joelho dorido.