quarta-feira, 27 de junho de 2012

A única constante é a mudança

Misteriosa, inqualificável mudança. Inevitável. Chata. Pois é. Eu não gosto de mudança. Eu queria certezas. Coisas lógicas tipo causa-efeito. Tipo estudar matemática.

Mas por muito que me esconda no meu buraquito, ela, a mudança envolve-me e persegue-me.

Os putos crescem, olarilas se crescem! Recém-nascido(a); bebé, menino(a); pré-adolescente......num instantito, isso é que é mudança a sério!!!!

As minhas células mudam e desavergonhadamente envelhecem. Eu também, porra!

E ao meu trabalho, tão organizadinho, deu-lhe agora o badagaio. Quer mudar D.? Quero? NÃO. Não quero! Quero a minha conchinha, a carapaça, o sofá amarelo gasto que dei há 10 anos...

Mas se tudo muda, vou na onda? Ou faço a onda?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O torniquete

As minhas finanças pessoais são um torniquete.

Por um lado, reduz-se o rendimento, sobretudo por via dos impostos diretos e indiretos.

Por outro, aumenntam as despesas - fixas, eventuais e as outras. E aumentam as ajudas que vou dando. E aumenta a culpa de ainda ter ordenado e finanças pessoais.

E as lojas enviam promoções e só se fala em desemprego. E. e. E.

Deve ser isto a crise. É isto de certeza e parece que ainda está a começar.

Algumas famílias ajudam-se, transfere-se rendimento entre quem tem sorte e quem não tem. As pessoas reinventam-se.

E os outros? Os que desapareceram dos transportes, os que não pagam a luz e a água? Os que não vemos? Que comem? Como vivem? Onde estão?

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Dons ou "fardos"?

ando um bocado surpreendida com um padrão que descobri recentemente - algumas pessoas sonham com o momento em que abandonam o exercício de algo que fazem muito bem. o que visto de fora parece um dom e é sentido como um fardo pelo próprio. talvez um padrão de repetição que se torne custoso....

refletindo melhor, esta infelicidade (às vezes parece desespero) pode ser uma possibilidade de transformação, um alargar de horizontes e possibilidades. talvez haja outra coisa que façam ainda melhor ou talvez precisem apenas de descansar. dar lugar a outros.

tanta especulação!!!!

o ser humano é infinito. poderoso, infinito e supreendente. e a viagem é fascinante, embora por vezes perturbadora.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Should I stay ou should I go?

Ficar o fds em casa, fazer as coisas do costume. O que não é mau.
Ou lançar-me à aventura, conhecer gente nova, arrastar os meus 2 putos nesta viagem?

Estou à espera de um sinal do universo. UNIVERSO! Que hei-de fazer?

Nada. Nadinha. O UNIVERSO está off-line......?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Prazer...

É ficar a trabalhar até tarde no escritório sossegado e com a música por companhia.
A sério? A sério.
Se não tivesse 2 filhotes &Cª fazia isto todos os dias. E chegava tarde. E fazia horas de almoço decentes.
Agora vou a correr para casa...

Eu sei.....

....mas

por mais que eu já soubesse que esta bolha de consumo e dívida ia rebentar. Por mais que eu andasse há 10 anos a dizer que ia ser assim. Dói-me. Custa-me.

andar a correr atrás do metro, que encolheu subitamente.
ver a segurança social cheia.
ver o desespero e a apatia nas pessoas.
pressentir as dificuldades e a fome nesta sociedade de abundância material aparente.

- Mãe, a internet é espectacular!- dizia-me o meu filho ontem.
- É verdade, Diogo, mas já refletiste que mesmo assim ainda há gente aqui ao lado a passar fome?
- Sim, mãe, mas eu estou a falar on-line com um miúdo brasileiro!
- Pois....

Pois.

terça-feira, 12 de junho de 2012

há dias assim....

e há vidas assim....

as marcas das "coisas" ficam. ficam por mais que a gente dance, por mais que se estude, por mais que se ande. em círculos, parece-me....

e quando reflicto, vejo duas paisagens diferentes.

quando olho a primeira, compreendo que percorro caminhos viciados pela experiência passada - pequenas coisas hoje sugam-me por vezes para lugares perdidos no passado. momentos. dores sem fim que pensava há muito esquecidas. reações automáticas. medo. medo. medo. incrustado em mim, a condicionar-me.

e vejo também a minha força imensa. a resistência. o poder que acredito que existe em cada ser humano (e em mim). e penso muitas vezes que o medo e a dor são limites a esse poder. são marcas da minha humanidade. vejo isso em mim. no meu marido. em alguns dos meus amigos.

talvez seja bom que existam esses limites, sem eles poderia vir um bem infinito ou um mal infinito.

e assim vamos mancos, em círculos. perdidos. incoerentes. sozinhos, tão sozinhos.

assim me vejo hoje.